27 de março de 2015

MILHARES DE PESSOAS MANIFESTAM CONTRA CORTES NA EDUCAÇÃO

Estudantes e professores saíram às ruas nesta quinta-feira (26/03), para manifestar contra a precariedade do sistema educacional na "Pátria Educadora" (lema usado no segundo mandato do Governo Dilma).  Os organizadores denominaram a data como "26M - Dia Nacional de Luta pela Educação". Mais de 10 coletivos da juventude (entre eles Vamos à Luta, Juntos, Coletivo Construção, Rua, Anel e Multirão - São Paulo) organizaram as mobilizações que tiveram como principal pauta os cortes dos governos federal e estaduais nas áreas sociais, cuja mais atingida, segundo nota publicada em rede social com assinatura unificada dos coletivos, foi a educação: sete bilhões de reais.

A nota escrita unificadamente ainda disse que "a realidade é a mesma de norte a sul do país. Diante da crise que vivemos, os governos federal e estaduais querem que os trabalhadores e a juventude paguem a conta, com demissões, cortes de direitos, aumentos de impostos e tarifas públicas".

Com o corte de verba, os estudantes e profissionais da educação são afetados de diversas formas, diminuindo gradativamente a qualidade de ensino no país. As principais consequências para os alunos são: não pagamento ou atraso das bolsas de pesquisa e assistência estudantil, fechamento de restaurantes universitários, impedimentos para renovações e inscrições do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Já para os trabalhadores, com o corte houve demissões massivas de professores, atraso no pagamento de funcionários terceirizados, riscos de não abrir o semestre letivo (caso das estaduais do Paraná).

Os professores da rede estadual de São Paulo também aderiram ao "26M" para reinvidicar as pautas que motivaram a greve da categoria. Eles paralisaram as atividades em 13/03 para pedir aumento de 75,33% para equiparação salarial, fim do assédio moral, desmembramento das salas superlotadas, nova forma de contratação de professores temporários, entre outros. Segundo a Apeoesp (Sindicado dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o sindicato mobilizou os profissionais à Secretaria da Educação, na Praça da República - Centro/São Paulo, no dia 26/03, "como forma de pressão pela abertura imediata de negociações". A Secretaria da Educação, entretanto, não deu nenhuma contraproposta, e alega que nos últimos quatro anos a categoria teve aumento de 45% no salário. De acordo com o sindicato, 59% dos professores da rede estadual aderiram a greve. O Governo fala em 2,5%.

Procurado pelo blog, o Coletivo Construção informou que em mais de 50 cidades pelo país houve algum tipo de manifestação em defesa da educação de qualidade e acessível a todos. Para o coletivo, será difícil estimar quantas pessoas participaram dos atos, contudo acreditam em número superior a 20 mil manifestantes pelo país. Em Porto Alegre, uma das capitais com mais manifestantes, a Polícia Militar apontou que mil estudantes bloquearam vias da região central. Organizadores estimam quatro mil.




Estudantes manifestam contra cortes do Governo no RS (Foto: Guilherme Santos/Sul21)